domingo, 18 de março de 2018

# Andréia Kisner # artigos

Dor Lombar - O que está por trás

Você tem ou conhece alguém que sofre com DOR LOMBAR?

Você sabia que 80% DA POPULAÇÃO tem, teve ou terá dor lombar em algum momento das suas vidas? Incrível, não é mesmo?

As causas são diversas: má postura, sobrepeso, sedentarismo…

Tratamentos...existem diversos. Várias abordagens, estilos e técnicas.

Mas se você já TENTOU TUDO QUE CONHECE e ainda não obteve resultado, acredito que vale a pena se fazer algumas perguntas:

  • Qual o meu papel no meu tratamento? 
  • Os tratamentos que fiz me vêem como? Partes isoladas de um corpo ou como um ser integral, conectado? 
  • Os tratamentos propostos estão levando em consideração as CAUSAS da minha dor ou apenas “aliviando” meus sintomas? 
  • O que o TECIDO MIOFASCIAL tem a ver com tudo isso? 
  • A LIBERAÇÃO MIOFASCIAL INTEGRATIVA pode me ajudar? 


Venho ao longo dos anos fazendo estas perguntas para pacientes e profissionais da área da saúde. Pois já ouvi e vivenciei muitas abordagens sobre a LIBERAÇÃO MIOFASCIAL para auxiliar o processo de cura dos pacientes, mas já observei também profissionais com diferentes capacitações para isso.




O que percebi, somado aos resultados que obtive nos tratamentos: É ESSENCIAL que o profissional veja o ser Humano de uma forma holística, no sentido de integrado, e não somente partes isoladas, doentes a serem “tratadas”.

A dor lombar que se apresenta hoje, tem uma história, um começo. E a pergunta a ser feita não é somente quando começou a doer, mas sim uma conversa longa sobre a vida do paciente, histórico de lesões desde a infância, e ainda mais, OLHAR PARA O CORPO do paciente e entender que existe ali uma HISTÓRIA a ser revelada.

Não dizem que O CORPO FALA? Exatamente! Se olharmos atentamente, ele tem muito a dizer.

Thomas Myers vem estudando há 40 anos tudo sobre o tecido miofascial (mio=músculo, fáscia= tecido que recobre todo nosso corpo), no corpo humano, e identificou 12 CAMINHOS DE INTERCOMUNICAÇÃO, aos quais ele divertidamente denominou TRILHOS ANATÔMICOS.

Os Trilhos Anatômicos (Anatomy Trains)
de Thomas Myers
Então, por exemplo, quando eu dobro meu cotovelo, não estou somente ativando o meu bíceps, mas sim, todo um sistema, que envolve uma linha de ação, a qual Thomas denomina de Linha Superficial Anterior do Membro Superior. Igualmente, se tenho dor em um ponto da minha coluna lombar, este ponto corresponde a todo um trilho anatômico (a Linha Superficial Posterior).

E ainda mais, como nosso corpo está todo interligado, alterações em uma linha podem comprometer outras linhas do nosso corpo, na tentativa desesperada de nos MANTERMOS EM “EQUILÍBRIO” para tocarmos nossas atividades de vida diária. Estas compensações vão acontecendo ao longo da vida até que um dia um ponto desse caminho (trilho) se “descarrilha” e gera dor. E assim começa a sequência de sintomas e repercussões.

E respondendo a pergunta:

De que forma a LIBERAÇÃO MIOFASCIAL INTEGRATIVA pode ajudar?


Andréia Kisner orientando uma aluna do curso de LMi
PRIMEIRO: vendo o ser humano de uma forma INTEGRAL. Do ponto de vista anatômico e mental, não existe um corpo e uma mente, mas sim um SISTEMA CORPOMENTE, e um interfere no outro, com certeza.

SEGUNDO: a Liberação Miofascial é uma terapia manual que atua sobre a fáscia e os músculos exercendo uma pressão intensa e contínua com o objetivo de modificar a densidade do tecido fascial e libertar os músculos para EXERCEREM SUA FUNÇÃO DE FORMA LIVRE.

TERCEIRO: isto é feito de uma forma SEQUENCIAL, em todo o corpo, seguindo os caminhos, os TRILHOS ANATÔMICOS de Thomas Myers.

E aqui vale a brincadeira, “quem grita não é o ladrão” não é mesmo? Então ao olharmos para o TODO, acudimos quem grita (ponto de dor) - cuidando do que é urgente-, e em seguida tratamos o todo. Assim devolvemos ao paciente a SAÚDE, o BEM ESTAR e a AUTOCONFIANÇA. Pois é para isso que trabalhamos, não é?






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